História da Freguesia

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Breve resenha histórica

Esta União das Freguesias foi constituída em 2013 pela agregação das antigas freguesias de Marrazes e Barosa, no âmbito da Lei n.º 11-A/2013, de 28 de janeiro, que procedeu à reorganização administrativa do território das freguesias, através da criação de freguesias por agregação ou por alteração dos limites territoriais de acordo com os princípios, critérios e parâmetros definidos na Lei n.º 22/2012, de 30 de maio (que aprovou o regime jurídico da reorganização administrativa territorial autárquica), e tem a sede em Marrazes.

Freguesia de Marrazes

 

Marrazes situa-se no monte do Martingil e é limitada pelo rio Lis, distando da sede concelhia cerca de dois quilómetros. Devido a esta proximidade com a cidade de Leiria, Marrazes é caracterizada por uma área urbana e uma outra rural. O seu orago é Santiago, celebrado anualmente nos inícios do mês de julho.

Marcada pela presença humana desde os tempos pré-históricos, Marrazes mantém ainda um vasto património histórico-cultural como testemunho do seu passado. Junto às margens do rio Lis foram descobertas algumas jazidas paleolíticas, com objetos e utensílios da época. Doutra época, foram as descobertas no sítio do Martingil, onde se encontraram as ruínas de uma vila rústica romana, de grande interesse histórico.

Santiago de Marrazes representa uma das principais freguesias da primitiva vila de Leiria, Santiago “do Arrabalde da Ponte”, anteriormente designada apenas por Santiago, que tinha a sua igreja na margem do rio Lis. Em 1811, com as inundações do rio Lis, o templo encontrava-se muito arruinado, sendo por isso utilizado como cavalariças pelas tropas francesas; assim, o bispo D. Manuel de Aguiar estabeleceu a sede paroquial na capela de S. João Baptista, no lugar de Pinheiros.

Mais tarde, em 1828, a povoação de Marrazes induzida pelo pároco Joaquim José de Azevedo e pelo fidalgo da Quinta do Amparo, Gonçalo Barba Alardo de Lencastre e Barros, começou a edificar a atual igreja paroquial de Marrazes, acabando-a no ano seguinte. A intenção era mudar a sede da freguesia para Marrazes, o que não foi do agrado da população de Pinheiros. No entanto, o bispo decidiu por Marrazes, transferindo a paróquia para o novo templo, pelo que os de Pinheiros levaram uma reclamação ao rei, porém sem êxito. Esta transferência acabou por dar origem a muitas escaramuças entre as povoações, o que obrigou até à intervenção das forças militares. A partir dessa época, as relações entre Pinheiros e Marrazes azedaram, voltando a haver união entre os povos com o casamento de dois jovens, um de cada povoação.

A Igreja Matriz, a Casa Paroquial, a Casa Pedrosa d’Agostinha e os Azulejos na Estação de Caminhos-de-ferro constituem parte do património cultural e edificado de Marrazes; no entanto, existem outros locais de grande interesse patrimonial, como é o caso da Quinta de Nossa Senhora do Amparo, do Caminho do Fidalgo e da Mata de Marrazes. Esta última foi criada pelo artigo 25º da parte VI do decreto de 24 de dezembro de 1901. Existe uma lenda, contada de gerações em gerações, que diz que existia uma cobra no monte do Martingil que voava desde o castelo de Leiria até ao monte, fazendo esta viagem várias vezes ao dia.

Freguesia de Barosa

 

Barosa é atravessada pelo rio Lis e pelo rio Lena, dista cerca de cinco quilómetros da sede concelhia e tem por orago S. Mateus.

Acredita-se que Barosa terá servido de cenário ao desenrolar da ação de um adas mais célebres obras da literatura portuguesa: “O Crime do Padre Amaro”, de Eça de Queirós. Apesar do escritor ter tido a preocupação de alterar os nomes dos locais críticos onde decorreu a tragédia, registos consultados permitiram concluir que Barosa corresponde exatamente a Barosa.

No dia 2 de outubro de 1810 deu-se o terrível recontro entre as tropas de Messena e o exército anglo-luso que vindo do Buçaco se dirigia a Lisboa. As forças invasoras foram derrotadas em toda a linha. Esta época de invasões deu origem a uma lenda que ainda hoje permanece bem viva: o Tesouro da Barosa.

Reza a lenda que na altura das Invasões Francesas teria sido escondido um valiosíssimo tesouro na Quinta do Capitão Artur Lobo de Campos. Muitos anos mais tarde, um criado da confiança da família Lobo, mudaria o cofre que guardava o tesouro para outro local que não chegaria a revelar, pois terá morrido antes de o poder fazer.

Na década de 70, do século XX, fizeram-se obras de restauro na propriedade e habitação que se supõe ter sido do caseiro, aparecendo diversas lajes levantadas. Debaixo de uma estava um buraco vazio, onde deveria ter sido levantado o referido tesouro por desconhecidos.

Criada a 28 de dezembro de 1713 na sequência da remodelação da freguesia de S. Pedro, efetuada por D. Álvaro de Abranches. Essa imensa paróquia até 1713 estava repartida em duas: uma delas a da Barosa, e a outra a do Sirol. Pelos finais desse ano, com o intuito de permitir o maior número de lugares, receberam a administração dos sacramentos e D. Álvaro de Abranches ordenou ao pároco da repartição da Barosa que fixasse residência em Parceiros. Deu-se então o desmembramento das duas freguesias e o surgimento de várias outras, entre as quais a de Barosa.

Em 1721, a vintena de Barosa tinha 45 fogos e as confrarias de Nossa Senhora do Rosário, de Santo António e a do Santíssimo Sacramento. Existiriam ainda mais outras duas, a de S. Mateus e a dos Defuntos. Sobre esta dizia o “Couseiro” que “tinha a confraria por obrigação dar de comer, dos bens do defunto, aos compadres que o acompanhavam e, não lho dando, não eram obrigados a rezar-lhes as orações do costume”.

Em 1794, as cinco confrarias existentes fundiram-se numa só, a do Santíssimo Sacramento, por vontade dos juízes dessas irmandades e com a anuência do bispo.

Do património local destaca-se a Igreja Matriz, o cruzeiro e a Fonte e Lavadouro da Barosa constituem parte do património cultural e edificado de Barosa; no entanto, existem outros locais de destaque como sejam a Quinta de Martingil e o Parque de Merendas da Barosa.

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